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sábado, 8 de janeiro de 2011

O seu aluno é Autista


Com a publicação do Decreto-Lei nº 3/2008, de 7 de Janeiro, começou uma reforma no ensino especial que define que os alunos com necessidades educativas especiais (NEE), ou banalmente designados alunos com deficiência, terão de gradualmente ser inseridos nas escolas e incluídos nas turmas regulares. Toda esta conjuntura delegou às escolas uma reorganização educativa de modo a proporcionar aos alunos com NEE um sentimento de pertença daquela comunidade. Inerente a esta situação, cada vez mais as portas das escolas regulares se abrem às crianças às quais são diagnosticadas Perturbações do Espectro do Autismo (PEA), verificando-se por isso um aumento do número destes alunos.
Com a implementação do Decreto-Lei nº 3/2008 a questão que se coloca é se os actuais professores conseguirão dar voz às necessidades dos alunos com NEE e compreender os comportamentos característicos de uma criança autista.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Teorias de Aprendizagem

O conceito de aprendizagem, sob o ponto de vista filosófico e psicológico, tem sofrido alterações ao longo dos tempos. Várias foram as teorias de aprendizagem emergentes, tais como o behaviorismo, cognitivismo e construtivismo.
  • Behaviorismo: a aprendizagem é baseada em comportamentos observáveis a partir de reacções do indivíduo a estímulos do ambiente. Ignora as actividades mentais.
  • Cognitivismo, baseado nos processos mentais inerentes ao comportamento.
No entanto, a teoria que considero ser mais importante actualmente é a Teoria Construtivista do conhecimento, que pressupõe a participação activa do aluno na construção do seu próprio conhecimento e na resolução de problemas. Esta construção é realizada de acordo com aquilo que o aluno já sabe e a sua experiência.


"O factor mais importante que influência a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe", Ausubel

O professor não deve ser simplesmente aquele que transmite o conhecimento, mas deve levar o aluno a construir as suas ideias e a compreende-las no seu todo. Devemos sempre ter em conta as concepções prévias dos alunos, para que as possamos associar com os conteúdos a aprender.

Palavras gastas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

TIC vs Ciências Naturais

Hoje em dia, as tecnologias de informação e comunicação (TIC) acabam por ser o nosso maior aliado como fonte de informação e comunicação, na vida social e profissional, sendo quase obrigatório ter de acompanhar o avanço tecnológico e estar consciente das inovações emergentes.  

Actualmente, também muitas das acções educativas passam pelo uso das TIC, na planificação de aulas, pesquisa, no lançamento de notas durante a avaliação, administração e envolvimento dos pais. Podem ainda traduzir-se numa melhoria da eficácia do ensino se, quando utilizadas, servirem para motivar os alunos e mantê-los activos na aprendizagem, facilitar a compreensão de conteúdos abstractos ou microscópicos (DNA, p.ex), promover trabalho cooperativo, divulgarem trabalhos para além da escola, etc.

A título de exemplo, até mesmo o Decreto-Lei nº 74/2004 de 26 de Março, que estabelece os princípios orientadores da organização, gestão curricular e avaliação das aprendizagens no ensino secundário, valoriza o uso das tecnologias da informação e comunicação na aprendizagem, mediante a introdução da disciplina de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação).

De uma forma mais concreta, ao nível das Ciências Naturais (Biologia e Geologia), disciplinas que lecciono neste momento, podem ser aplicados diversos recursos, nomeadamente:
  • O uso de notícias quotidianas para debate na aula; 
  • O uso da internet para pesquisa de informação e/ou visitas virtuais que envolvam custos e deslocações;
  •  Exposição de trabalhos, divulgação de eventos e conteúdos científicos, através de Blog’s, redes sociais, ou pelo plataforma Moodle, de modo a aproximar os jovens e a interacção com outras escolas; 
  • Uso de vídeos e/ou animações potenciando uma atmosfera de aprendizagem dinâmica; 
  • Uso de quadros interactivos em vez do simples quadro e giz.
Será que as novas tecnologias vêm substituir os professores? Creio que não, mas as práticas de ensino sem dúvida vêm sido alteradas com o tempo. Por exemplo, usar o quadro interactivo é muito mais motivante para os alunos do que o simples quadro e giz; usar a plataforma Moodle permite a publicação de recursos, atribuição de notas, partilha de informação e o ensino à distancia. 

Durante a prática de ensino supervisionada pretendo usar o moodle como ferramenta interactiva com os alunos e, se possível, usar o quadro interactivo. Na minha opinião o uso das TIC na minha disciplina são simplesmente uma vantagem e não um transtorno, sendo que,  usar as TIC em ciências naturais constitui um complemento importantíssimo.